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Fimose? Operar ou não operar?

Esta é uma dúvida frequente das mães. Mas a maior preocupação é se o bebê tem ou não tem fimose.

Antes de saber se o caso seria para operar, temos que saber se o bebê tem ou não fimose.

A maioria dos bebês nascem com o prepúcio (pele que envolve a glande) aderido à glande e até os 18 meses esta pele começa a “soltar” da glande, não necessariamente a expondo completamente.

Se a partir dos 18 meses você consegue expor um pouquinho a glande, provavelmente seu bebê não tem fimose, e sim, o prepúcio ainda está aderido.

 

Nestes casos pode-se fazer massagem ou usar pomada?

Hoje em dia, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Academia Americana de Pediatria, não aconselha o uso de pomadas, pois o efeito é inicial e pode retornar com a suspensão. E também não aconselha a massagem, pois pode machucar, sangrar, cicatrizar com fibrose, e onde não existia fimose, acabamos criando.

A medida que a criança cresce, esta pele acaba descolando da glande e normalizando, sempre higienizando adequadamente para evitar infecções.

 

Mas e quando operar?

Em alguns casos, a criança acaba tendo postites (infecções) de repetição, as quais vão fibrosando ainda mais a pele e é necessário retirar cirurgicamente.

Em outros casos existe um anel apertando a região, o qual impede que o prepúcio seja recolhido, sendo necessária a remoção cirúrgica também.

 

Na prática: se o seu bebê expõe um pouquinho a glande, você consegue visualizar a saída da urina, não faz infecções de repetição, aguarde que este quadro se resolve sozinho.

 

Nos casos de dúvidas o cirurgião pediátrico deve ser consultado para uma avaliação adequada.

 

Um beijo

Dra Pati

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